Molho a pena em minha alma diluída em sangue
Rabisco linhas extravagantes sinuosamente
Minha calma destruída pela falha diante da cena
Insisto em tintas vulgares furtivamente
Surge aos poucos o rascunho do ridículo que assisto
Urge aos loucos seu entulho insípido que registro
Faz-se mártir de pirâmide monumental de dejetos
Fácil morte aos estúpidos, boçal sem escrúpulos
A moldura da mais surreal e cômica asneira
Que faz-se trágica por passividade costumeira
*pra não acumular bolor
31 de janeiro de 2008
23 de dezembro de 2007
Ao trasmutável
Eram pilhas de versos sinceros
Verdades elaboradas, valores definitivos
Veio a chuva, trouxe o sono
E o que era concreto nos olhos serrados
Encorajante na mente embriagada
Transmutou-se em algo insólido
E trasportou-se para estratosfera
Verdades elaboradas, valores definitivos
Veio a chuva, trouxe o sono
E o que era concreto nos olhos serrados
Encorajante na mente embriagada
Transmutou-se em algo insólido
E trasportou-se para estratosfera
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15 de dezembro de 2007
Passos leves
Por três dias fiz-me testemunha de Sidarta e Govinda
Ao passo que redescobri os fragmentos do Album Branco
Em constantes dúvidas dissonantes
Alternando o sóbrio e o ébrio estado dos sentidos
Alimentando-me, contaminando-me
Buscando o que é intrínseco e desperta incredulidade dos céticos
Sempre mais perto, sempre mais profundo
Esbarrando-me constantemente nos vícios do corpo e da alma
Envolto pela imensa e traiçoeira liberdade de significá-los como bem entender
E assim que se mergulha em divino caos diabólico
O livre arbítrio flerta sádico com sua existência durante os passos leves da madrugada
Ao passo que redescobri os fragmentos do Album Branco
Em constantes dúvidas dissonantes
Alternando o sóbrio e o ébrio estado dos sentidos
Alimentando-me, contaminando-me
Buscando o que é intrínseco e desperta incredulidade dos céticos
Sempre mais perto, sempre mais profundo
Esbarrando-me constantemente nos vícios do corpo e da alma
Envolto pela imensa e traiçoeira liberdade de significá-los como bem entender
E assim que se mergulha em divino caos diabólico
O livre arbítrio flerta sádico com sua existência durante os passos leves da madrugada
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17 de novembro de 2007
Consonante
Peça morta do xadrez
Coça a nuca outra vez
Tenta se encaixar no quadro
No quebra-cabeças não enquadra
De mágico nada tem seu cubículo
Sentado, aproveita o martírio
Deixa logo as cartas pros envelopes
E essa jogatina ao seu submundo torpe
É preferível ser poeta livre
Do que viciado angustiado de baixo calibre
Coça a nuca outra vez
Tenta se encaixar no quadro
No quebra-cabeças não enquadra
De mágico nada tem seu cubículo
Sentado, aproveita o martírio
Deixa logo as cartas pros envelopes
E essa jogatina ao seu submundo torpe
É preferível ser poeta livre
Do que viciado angustiado de baixo calibre
16 de novembro de 2007
O que deve ser
meu espírito empirista vasculha lúcido como pode
tudo o que acha pela frente e digere segundo o que pensa
tento alimentá-lo com o que acho precioso
mas às vezes, muitas vezes, acho insuficiente
nem sempre é tão simples classificar, quem dirá encontrar
num mar de verbos consolidados, entre ações e metáforas
que soam tão verdadeiras quando são fruto de pura mesquinharia
quando apoiar-se em pilares frouxos torna-se inseguro
a melhor opção tonar-se abrir as asas
e voar em direção ao que cheira melhor e soa mais agradável
mesmo que o agradável seja vil ou asqueroso
algumas coisas merecem ser lidas e outras tantas sentidas
já outras pelo contrário precisam sê-lo
o desperdício é sempre uma imbecilidade
já deixar de lado, é algo que faz-se necessário
ter perdido por ter deixado de lado é frustrante
o inverso pode ser tanto sadista quanto piedoso, melancólico
ditos vazios brotam como resposta de atos vazios
e do racionalismo que persiste, diz-me, não só a mim
Faça o que deve ser feito, apenas
tudo o que acha pela frente e digere segundo o que pensa
tento alimentá-lo com o que acho precioso
mas às vezes, muitas vezes, acho insuficiente
nem sempre é tão simples classificar, quem dirá encontrar
num mar de verbos consolidados, entre ações e metáforas
que soam tão verdadeiras quando são fruto de pura mesquinharia
quando apoiar-se em pilares frouxos torna-se inseguro
a melhor opção tonar-se abrir as asas
e voar em direção ao que cheira melhor e soa mais agradável
mesmo que o agradável seja vil ou asqueroso
algumas coisas merecem ser lidas e outras tantas sentidas
já outras pelo contrário precisam sê-lo
o desperdício é sempre uma imbecilidade
já deixar de lado, é algo que faz-se necessário
ter perdido por ter deixado de lado é frustrante
o inverso pode ser tanto sadista quanto piedoso, melancólico
ditos vazios brotam como resposta de atos vazios
e do racionalismo que persiste, diz-me, não só a mim
Faça o que deve ser feito, apenas
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