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27 de abril de 2011
23 de abril de 2009
21 de março de 2009
28 de janeiro de 2009
num minuto distraído
traído pela minha atenção
esqueço do mundo
me perco
num segundo nu
múltiplo segundo
múltiplo sê mundo
quem quer saber do ar
quem quer saber tragar
quem quer saber dos outros
quem quer saber do pouco que tem fora daqui
quem quer saber do espaço
que existe entre as coisas
ou vazio
dentro das coisas
quem quer saber do tempo
quem quer saber do lamento
quero só saber
de não saber de nada
nem escudo nem espada
nem estudo nem escala
nem tudo nem nada
quero esquecer do segundo
me perder num mundo
que o tempo seja mudo
traído pela minha atenção
esqueço do mundo
me perco
num segundo nu
múltiplo segundo
múltiplo sê mundo
quem quer saber do ar
quem quer saber tragar
quem quer saber dos outros
quem quer saber do pouco que tem fora daqui
quem quer saber do espaço
que existe entre as coisas
ou vazio
dentro das coisas
quem quer saber do tempo
quem quer saber do lamento
quero só saber
de não saber de nada
nem escudo nem espada
nem estudo nem escala
nem tudo nem nada
quero esquecer do segundo
me perder num mundo
que o tempo seja mudo
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19 de janeiro de 2009
Retórica de fim de tarde
A luz do fim do dia
A luz do fim de tarde
A luz do começo de noite
O quarto fica escuro
O céu fica mais claro
e brilha
Brilam as gotas presas
nos fios do varal
Gotas acesas
(de tarde choveu)
O sol acendeu
logo vai apagar
e passam os postes a iluminar
O dia que apagou
A noite que acendeu
A luz do fim de tarde
A luz do começo de noite
O quarto fica escuro
O céu fica mais claro
e brilha
Brilam as gotas presas
nos fios do varal
Gotas acesas
(de tarde choveu)
O sol acendeu
logo vai apagar
e passam os postes a iluminar
O dia que apagou
A noite que acendeu
Dúvida
Quando hesito (não hesite)
só uma coisa existe:
a dúvida
se vou ou se fico.
Se penso, não vou;
fico e penso:
na próxima eu vou
só uma coisa existe:
a dúvida
se vou ou se fico.
Se penso, não vou;
fico e penso:
na próxima eu vou
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18 de janeiro de 2009
vermelho
não precisa ter vermelho pra você ver vermelho
já tem vermelho só quando eu digo: vermelho
mas o vermelho é o vermelho de quanto você vê
ou quando você vê você lembra desse que agora vê?
já tem vermelho só quando eu digo: vermelho
mas o vermelho é o vermelho de quanto você vê
ou quando você vê você lembra desse que agora vê?
17 de janeiro de 2009
ss
passo e fico
passo fundo
me afundo
me apresso
aperto o passo
passo a passo
passo passei
passeei e voltei
voltei e fiquei
no espaço
esparço
me perco
e passo
na poça
empossada
descalço
na calçada
mas passa
me acho
eu acho
quem passe
que impasse
achei!
agora fico
pacifico
passei e voltei
fiquei
pacífico
passo e fico
passo fundo
me afundo
me apresso
aperto o passo
passo a passo
passo passei
passeei e voltei
voltei e fiquei
no espaço
esparço
me perco
e passo
na poça
empossada
descalço
na calçada
mas passa
me acho
eu acho
quem passe
que impasse
achei!
agora fico
pacifico
passei e voltei
fiquei
pacífico
passo e fico
14 de janeiro de 2009
a respeito do tempo
disse que meu olhar parecia triste
(num lapso de razão
lembrei que o tempo escorre)
como insiste!
logo escorreria pelo vão de minha mão
tempo se esvai - você se vai,
e agora empaca: Vai!
mas sei que tempo corre
uma hora vai chegar
e logo me leva
devolta pra lá
(num lapso de razão
lembrei que o tempo escorre)
como insiste!
logo escorreria pelo vão de minha mão
tempo se esvai - você se vai,
e agora empaca: Vai!
mas sei que tempo corre
uma hora vai chegar
e logo me leva
devolta pra lá
13 de janeiro de 2009
poema de última hora
na última vez que fui embora
não sabia como seria
- esse sentimento afastado
que deixa o tempo arrastado
e agora que voltei
também não sei o que vai ser
na verdade não sei de nada
nem quero saber
com tanta coisa nova acho melhor
deixar a hora me dizer
não sabia como seria
- esse sentimento afastado
que deixa o tempo arrastado
e agora que voltei
também não sei o que vai ser
na verdade não sei de nada
nem quero saber
com tanta coisa nova acho melhor
deixar a hora me dizer
25 de dezembro de 2008
ausência
quase sinto
tua mão no meu rosto
respirar no teu pescoço
quase dá pra ver
teu olhar se esconder
e finjo que esqueço
quase minto
pra que a mentira esquente
o fato de não estar presente
tua mão no meu rosto
respirar no teu pescoço
quase dá pra ver
teu olhar se esconder
e finjo que esqueço
quase minto
pra que a mentira esquente
o fato de não estar presente
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verso
esperando
um segundo me distrai
o pensamento cai
sobre imagens que filtrei
ou criei;
às vezes nem sei
o que existe mesmo,
não teria inventado
num momento
chateado?
faço um movimento:
agora me lembro
estava ali
estou aqui
parado e calado
esperando que passe
o pensamento cai
sobre imagens que filtrei
ou criei;
às vezes nem sei
o que existe mesmo,
não teria inventado
num momento
chateado?
faço um movimento:
agora me lembro
estava ali
estou aqui
parado e calado
esperando que passe
garoando
abram as janelas
para o céu sem sol
sobre elas - eu sobre o lençol
assisti acordado
a chuva tinha começado
as gotas caídas em pétalas
as flores todas em pé
a grama cheirando molhado
garoa fina no telhado
e eu ali deitado
pensando
que está se passando?
nada demais
continuemos garoando
para o céu sem sol
sobre elas - eu sobre o lençol
assisti acordado
a chuva tinha começado
as gotas caídas em pétalas
as flores todas em pé
a grama cheirando molhado
garoa fina no telhado
e eu ali deitado
pensando
que está se passando?
nada demais
continuemos garoando
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17 de dezembro de 2008
oxe, grande massa de nada
enxarcada de coisa nenhuma
entupida de gestos recatados
com milhões de significados
rituais soam como tribunais
com meus dedos, tudo manchado
sobre a lenha, machado
e os livros, que mancada
me encho de reticências
engulo pedaços de mim
a seco - por fim
novas experiencias...
enxarcada de coisa nenhuma
entupida de gestos recatados
com milhões de significados
rituais soam como tribunais
com meus dedos, tudo manchado
sobre a lenha, machado
e os livros, que mancada
me encho de reticências
engulo pedaços de mim
a seco - por fim
novas experiencias...
19 de novembro de 2008
reticências entre poemas
E se chegasse do nada um sujeito
e te convidasse pra entrar em sua vida?
Se o que tenho agora potencializasse seu efeito
abordaria alguma garota charmosa e desprovida
de qualquer defesa
e que com sutileza
me chamaria de louco
- pra este estado me falta pouco
Parei um tempo pra pensar
e pensei demais
acabei olhando pra trás
e criei mais um drama
vi você fora da minha cabana
descobri que não sou o rei dos trovões
e nem de porcaria nenhuma
Tenho diante de mim três opções
exitando escolho uma
Caí na encruzilhada sem querer
sobre você não sei se tenho poder
pior, não sei se tenho algum direito
a outra, não sei o que deveria ter feito
Sobrei aqui sem jeito
sujeito à tempestade
desde a hora que o sol quase nasceu
e meu peito estremeceu
perdi de vez qualquer majestade
prum amigo lacrimejei verdade
Eu que desejei aos céus não mais me apaixonar
nadei em seco, sóbrio e agora cogito
por uma paixão molhada pra me embriagar
e redundante, meus erros repito
sem saber pra que lado olhar
que boca procurar
e porque diabos meu coração palpita
com medo que tudo se repita
...
Me cansei de coisas sem fundamento
E estremeço se ouço meu lamento
Engraçado como alguns versos me levam ao papel
enquanto com a razão sou infiel
Desenlucidei, mas ainda não me apaixonei
Nunca tinha entendido o porquê
Mas pode ser que a razão seja você
...
E agora não paro de escrever
assim consigo pensar mais devagar
a velocidade da caneta me organiza a cabeça e me acalma o coração
Quando sem querer acontece o que não quero ver
me bate no peito um ar de azar
E agora, o que vai ser, rapaz? outra dose de nada
ou mais um poema pra consolar?
...
Risco e rabisco, mas nunca quero completar
quando chego perto arrumo algo pra bloquear
Não arrisco e nem resisto, não quero me queimar
Cuidado meu amigo, que você morre sem amar
...
Vai dar uma volta por alguma rua
aproveita pra admirar a lua
e na volta me traz uma resposta
que não aguento a agonia dessa aposta
larga essa mania de rima que não leva a nada
e mergulha em algo mais concreto
que possa se agarrar
ou quem sabe algo mais fonético
pra que possa flutuar
...
Vai logo e acaba com essas folhas
expurga todo esse mal
escarra todos os versos que tragou na rua
com a conversa da garota que ficou nua
ou a promessa de ir pro mato
Mata essa vontade, larga a vaidade
me encontra uma verdade
quem sabe se encanta em um canto
lá pra fora da cidade
...
Estou ficando surdo com o coração inquieto
com vozes me berrando em dialeto
com essa sensação de continuar incompleto
que angústia, que prisão
meu passo não firme, não tenho mais direção
me perdi na estupidês
no estado de embriaguês
quem vai entender do que falo
sem perder algum detalhe
se me entende digo que mente
que nem sei eu de quanto isso vale
no meio de tanto pensamento sou eu
quem eu quero que me escute
e dane-se a métrica e dane-se a rima
dane-se a obra-prima
no meio da fossa quero só resposta
...
Pega um pedaço e joga pro espaço
a caneta não faz barulho e nem fala no escuro
Pega um fragmento e joga contra o lamento
é ferro no cimento
Solta faísca e explode em estilhaço
Fere minha pele e me lembra que não sou de aço
sinto falta daquele abraço
de um calor humano longe desse sentimento mundano
longe das palavras rebuscadas e
piadas mal interpretadas
e agora bixo, te conto como isso me consome
e só falando de forma mais clara que você percebe
De repente tudo que havia se some
e a cabeça deixa de estar leve
com o peito pesado
tecendo novos planos
sinto a força do passado
que nos abate enquanto vegetamos
...
e te convidasse pra entrar em sua vida?
Se o que tenho agora potencializasse seu efeito
abordaria alguma garota charmosa e desprovida
de qualquer defesa
e que com sutileza
me chamaria de louco
- pra este estado me falta pouco
Parei um tempo pra pensar
e pensei demais
acabei olhando pra trás
e criei mais um drama
vi você fora da minha cabana
descobri que não sou o rei dos trovões
e nem de porcaria nenhuma
Tenho diante de mim três opções
exitando escolho uma
Caí na encruzilhada sem querer
sobre você não sei se tenho poder
pior, não sei se tenho algum direito
a outra, não sei o que deveria ter feito
Sobrei aqui sem jeito
sujeito à tempestade
desde a hora que o sol quase nasceu
e meu peito estremeceu
perdi de vez qualquer majestade
prum amigo lacrimejei verdade
Eu que desejei aos céus não mais me apaixonar
nadei em seco, sóbrio e agora cogito
por uma paixão molhada pra me embriagar
e redundante, meus erros repito
sem saber pra que lado olhar
que boca procurar
e porque diabos meu coração palpita
com medo que tudo se repita
...
Me cansei de coisas sem fundamento
E estremeço se ouço meu lamento
Engraçado como alguns versos me levam ao papel
enquanto com a razão sou infiel
Desenlucidei, mas ainda não me apaixonei
Nunca tinha entendido o porquê
Mas pode ser que a razão seja você
...
E agora não paro de escrever
assim consigo pensar mais devagar
a velocidade da caneta me organiza a cabeça e me acalma o coração
Quando sem querer acontece o que não quero ver
me bate no peito um ar de azar
E agora, o que vai ser, rapaz? outra dose de nada
ou mais um poema pra consolar?
...
Risco e rabisco, mas nunca quero completar
quando chego perto arrumo algo pra bloquear
Não arrisco e nem resisto, não quero me queimar
Cuidado meu amigo, que você morre sem amar
...
Vai dar uma volta por alguma rua
aproveita pra admirar a lua
e na volta me traz uma resposta
que não aguento a agonia dessa aposta
larga essa mania de rima que não leva a nada
e mergulha em algo mais concreto
que possa se agarrar
ou quem sabe algo mais fonético
pra que possa flutuar
...
Vai logo e acaba com essas folhas
expurga todo esse mal
escarra todos os versos que tragou na rua
com a conversa da garota que ficou nua
ou a promessa de ir pro mato
Mata essa vontade, larga a vaidade
me encontra uma verdade
quem sabe se encanta em um canto
lá pra fora da cidade
...
Estou ficando surdo com o coração inquieto
com vozes me berrando em dialeto
com essa sensação de continuar incompleto
que angústia, que prisão
meu passo não firme, não tenho mais direção
me perdi na estupidês
no estado de embriaguês
quem vai entender do que falo
sem perder algum detalhe
se me entende digo que mente
que nem sei eu de quanto isso vale
no meio de tanto pensamento sou eu
quem eu quero que me escute
e dane-se a métrica e dane-se a rima
dane-se a obra-prima
no meio da fossa quero só resposta
...
Pega um pedaço e joga pro espaço
a caneta não faz barulho e nem fala no escuro
Pega um fragmento e joga contra o lamento
é ferro no cimento
Solta faísca e explode em estilhaço
Fere minha pele e me lembra que não sou de aço
sinto falta daquele abraço
de um calor humano longe desse sentimento mundano
longe das palavras rebuscadas e
piadas mal interpretadas
e agora bixo, te conto como isso me consome
e só falando de forma mais clara que você percebe
De repente tudo que havia se some
e a cabeça deixa de estar leve
com o peito pesado
tecendo novos planos
sinto a força do passado
que nos abate enquanto vegetamos
...
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11 de novembro de 2008
nunca se perdeu tanto tempo
discutindo sobre o tempo
nunca pensamos tanto em espaço
perdendo tanto espaço
mas há tempo somos prolixos
sem nada pra dizer
continuamos sedentos
sem saber o que querer
perdidos sem querer
estupefados sem saber
e gastando o tempo
só pra passar o tempo
acusa pra não carregar culpa
aponta pra sair da ponta
e lavamos as mão pra tanta sujeira
enquanto rimos de toda essa grande besteira
discutindo sobre o tempo
nunca pensamos tanto em espaço
perdendo tanto espaço
mas há tempo somos prolixos
sem nada pra dizer
continuamos sedentos
sem saber o que querer
perdidos sem querer
estupefados sem saber
e gastando o tempo
só pra passar o tempo
acusa pra não carregar culpa
aponta pra sair da ponta
e lavamos as mão pra tanta sujeira
enquanto rimos de toda essa grande besteira
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27 de outubro de 2008
como me encontrar agora?
sentado no fim do furacão
se tudo passou violento
em forma de desconstrução
e mais rápido que auróra
será que paro para respirar
ou construo novas velas para navegar
ainda sinto as vozes ecoando
os acordes ressoando
e as vezes se acumulando
tudo espalhado pelo chão
até imagens espelhadas
que logo se vão
tenho inteção e tenho obrigação
só não sei onde encontro opção
a ventania vai e volta
e com sorte me traz devolta
um saudoso recomeço
que sempre nasce com medo
sentado no fim do furacão
se tudo passou violento
em forma de desconstrução
e mais rápido que auróra
será que paro para respirar
ou construo novas velas para navegar
ainda sinto as vozes ecoando
os acordes ressoando
e as vezes se acumulando
tudo espalhado pelo chão
até imagens espelhadas
que logo se vão
tenho inteção e tenho obrigação
só não sei onde encontro opção
a ventania vai e volta
e com sorte me traz devolta
um saudoso recomeço
que sempre nasce com medo
5 de agosto de 2008
as letras em português me trazem palavras à cabeça que não rimam com o poema
sempre presente
acho que você entende
nada é mais muito surpreendente
nesse estado assim
que é começo e fim, cruzando confim
uma sensação nova!
- bem que eu estava afim
daquele tipo de coisa que renova
pra me tirar da alcova
tipo uma bolha de sabão
num instante do verão
com aquela boa música de tocar no violão
ha ha, mas eu me alimento de mim mesmo
numa espécie de antropofagismo a esmo
que se faz em casa no meio do marasmo
aqui, denovo me perdi
e foi assim que consegui
sair dali
acho que você entende
nada é mais muito surpreendente
nesse estado assim
que é começo e fim, cruzando confim
uma sensação nova!
- bem que eu estava afim
daquele tipo de coisa que renova
pra me tirar da alcova
tipo uma bolha de sabão
num instante do verão
com aquela boa música de tocar no violão
ha ha, mas eu me alimento de mim mesmo
numa espécie de antropofagismo a esmo
que se faz em casa no meio do marasmo
aqui, denovo me perdi
e foi assim que consegui
sair dali
3 de agosto de 2008
quando a música acaba
me acusam de apaixonado,
me defendo com um trago
respiro aliviado,
não preciso responder alterado
suspiro em silencio
no céu escuro onde as estrelas falam mais alto
vejam as trombetas
que nada tem de especiais
em meus ouvidos chegam em acordes celestiais
os enxergo em arranjos de cores
enquanto nos cantos nascem novas flores
com cantos mudos hedonizam ao luar
não quero nem pensar
senão logo vou me cansar
vamos então apenas por mais uma velha canção
e um novo poema espontâneo
transitar
me defendo com um trago
respiro aliviado,
não preciso responder alterado
suspiro em silencio
no céu escuro onde as estrelas falam mais alto
vejam as trombetas
que nada tem de especiais
em meus ouvidos chegam em acordes celestiais
os enxergo em arranjos de cores
enquanto nos cantos nascem novas flores
com cantos mudos hedonizam ao luar
não quero nem pensar
senão logo vou me cansar
vamos então apenas por mais uma velha canção
e um novo poema espontâneo
transitar
26 de julho de 2008
Segundo sem luar
Algo metafísico me conduz
É extrasensorial o que me incita
Comigo é que implicaÉ extrasensorial o que me incita
E com gestos leves me seduz
Há um deserto a se cruzar
E há tempestade, areia em meu olhar
Vendo o que vejo, quero mais
E mais: te quero - mas não te vejo
De longe, me cria desejo
Vendo minha alma pelo ensejo
E mais: te quero - mas não te vejo
De longe, me cria desejo
Vendo minha alma pelo ensejo
Só existe em pensamento
Vinte mil vezes
O pensamento existe só
O momento que nunca chega
CHEGA!
Coincidencias infindadas
Ou mentiras bem contadas
Que é que nos acontece, querida?
Um sentimento que me entorpece
Enquanto se passa na sua cabeça
Algo que se desconhece
Soprarei tudo pra longe e tornarei sã minha visãoUm sentimento que me entorpece
Enquanto se passa na sua cabeça
Algo que se desconhece
Rumarei às pirâmides, esbarrando em você ou não
Mesmo que nossos beijos novos
Que no segundo solstício fugiram do luar
E em nenhum segundo tiveram lugar
Tenham me gelado todos os ossos
E quebrado sete juntas
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