sonhos traslúcidos
pensamentos correndo em fluxo
num lugar a que nunca pertenci
recitavam versos que nunca compreendi
uma luz fosca ao seu rosto
ofuscando tudo que nos é imposto
iluminava seu sorriso mais terno
me levando novamente ao inferno?
calorosamente soando à paraíso
logicamente, tudo sem sentido
noites rarefeitas
pesadelos infamens com vontades insatisfeitas
centenas de vaga-lumes dançando feito constelações
centelhas algures incitando receios nos corações
ilusões mascaradas cochicham em segredo
alusões multifacetadas excitam em agrego
por detras do fundo negro a lua reacende
em espetáculo astronômico surpreende
fazendo desabroxar a mais bela flor noturna
e tudo se esquece enquanto a estação ela perfuma
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24 de fevereiro de 2008
31 de janeiro de 2008
Pasmáveis Pastagens
Molho a pena em minha alma diluída em sangue
Rabisco linhas extravagantes sinuosamente
Minha calma destruída pela falha diante da cena
Insisto em tintas vulgares furtivamente
Surge aos poucos o rascunho do ridículo que assisto
Urge aos loucos seu entulho insípido que registro
Faz-se mártir de pirâmide monumental de dejetos
Fácil morte aos estúpidos, boçal sem escrúpulos
A moldura da mais surreal e cômica asneira
Que faz-se trágica por passividade costumeira
*pra não acumular bolor
Rabisco linhas extravagantes sinuosamente
Minha calma destruída pela falha diante da cena
Insisto em tintas vulgares furtivamente
Surge aos poucos o rascunho do ridículo que assisto
Urge aos loucos seu entulho insípido que registro
Faz-se mártir de pirâmide monumental de dejetos
Fácil morte aos estúpidos, boçal sem escrúpulos
A moldura da mais surreal e cômica asneira
Que faz-se trágica por passividade costumeira
*pra não acumular bolor
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