situação anêmona/anemoníaca
tem máculas, tentáculos
marasmo e heresia/maresia
insalubre e lúgubre
tempo ósseo/ocioso
a vida toda muda
imóvel sem falar
ou mover-se, danoso
...
danou-se o peixe/palhaço
pobre parece preso
pela predadora perigosa
ou não: prestando atenção:
de antepasso o peixe sabia
que sendo palhaço se protegia
e caia na graça do séssil
salvando-se de ser fóssil
Mostrando postagens com marcador verso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verso. Mostrar todas as postagens
25 de abril de 2010
Joia
quero um mundo para mim
viver poesia e coisa afim
cor, batuque, referência
sem fim
rir grátis, de nada obrigado
rir práxis, de tudo, embriagado
hoje em dia-a-dia
a manhã de amanhã
uma boa tarde sã
que eu dormia
sempre, sem pressa
a mais nova cria: são
tempos difíceis de
conversa, depressa
muito blablablá
que não me interessa:
compilação de pinóia
com puta razão
prefiro permanecer
jooooooooooooooia
viver poesia e coisa afim
cor, batuque, referência
sem fim
rir grátis, de nada obrigado
rir práxis, de tudo, embriagado
hoje em dia-a-dia
a manhã de amanhã
uma boa tarde sã
que eu dormia
sempre, sem pressa
a mais nova cria: são
tempos difíceis de
conversa, depressa
muito blablablá
que não me interessa:
compilação de pinóia
com puta razão
prefiro permanecer
jooooooooooooooia
Marcadores:
cotidiano,
desejos,
verso,
vida besta
22 de abril de 2010
porra, as moscas
da minha louça
suja, sujas, sujo
encomodam, toscas
desapareceram, finjo
nada...ainda estão, todas
voando, loucas
pela sujeira da minha louça
da minha louça
suja, sujas, sujo
encomodam, toscas
desapareceram, finjo
nada...ainda estão, todas
voando, loucas
pela sujeira da minha louça
Marcadores:
analogia,
sujeira,
verso,
vida besta
caracol
lesmando a calçada
se manda, sem nada
que eu veja além
de torrar no sol
sem lamento
câmera lenta
no aconchego da concha
concha? casca, espiral
muito bonita por sinal
encosta a casa nas costas
e veja só: não precisa de aspirador de pó
às vezes eu me identifico com um caracol
lesmando a calçada
se manda, sem nada
que eu veja além
de torrar no sol
sem lamento
câmera lenta
no aconchego da concha
concha? casca, espiral
muito bonita por sinal
encosta a casa nas costas
e veja só: não precisa de aspirador de pó
às vezes eu me identifico com um caracol
Marcadores:
analogia,
verso,
vida besta
3 de fevereiro de 2010
Joe e as baratas
Joe e as baratas foram almoçar
no chão da sala de estar
Quanta merda retirada das ruas e calçadas
"Delas tendem a nascer coisas belas", disse então Rodnei Baratão
Cine trash Pop B a tarde na tevê...
Joe correndo contra o tempo atrás do jardim que se perdeu no beco
Tudo desabou
E as baratas mutualisticamente cooperando em stop motion reegueram o jardim de Lili
Joe e Lili agora podem amar e as baratas tem seu lar-doce-lar.
no chão da sala de estar
Quanta merda retirada das ruas e calçadas
"Delas tendem a nascer coisas belas", disse então Rodnei Baratão
Cine trash Pop B a tarde na tevê...
Joe correndo contra o tempo atrás do jardim que se perdeu no beco
Tudo desabou
E as baratas mutualisticamente cooperando em stop motion reegueram o jardim de Lili
Joe e Lili agora podem amar e as baratas tem seu lar-doce-lar.
Marcadores:
referência,
sujeira,
verso
2 de fevereiro de 2010
rocambole de feijão
seus argumentos estão
saturados de gordura trans
transmitindo momentos
de aflição
minha mãe que assistiu
o piá que se entupiu
de batata frita se fritou
sem feijão não tem
bucho que aguente
nem bicho que se sustente
seu sotaque crocante
palavriado doce
(antes fosse)
não diz nada de importante
hidrogenada nada nada não
estragou-me a refeição
temperamento agressivo
eloquente discursivo
afobamento agudo
fala sem fim come só meio
e eu ficando barrigudo
e de saco cheio
saturados de gordura trans
transmitindo momentos
de aflição
minha mãe que assistiu
o piá que se entupiu
de batata frita se fritou
sem feijão não tem
bucho que aguente
nem bicho que se sustente
seu sotaque crocante
palavriado doce
(antes fosse)
não diz nada de importante
hidrogenada nada nada não
estragou-me a refeição
temperamento agressivo
eloquente discursivo
afobamento agudo
fala sem fim come só meio
e eu ficando barrigudo
e de saco cheio
10 de outubro de 2009
alguém pode me dizer
pra que gastar a vida cortando papel
ou correndo atrés da aluguel
pra pagar em dia
nossos velhos cliches em heresia
se reciclando e nos convencendo
(pensando enquanto correndo
sob o sol ou chuva que fazia - tanto faz o dia)
do que é preciso
mas o que eu preciso?
não sei ao certo porque não tive tempo de pensar
usei meu tempo pra pensar
no trabalho que tinha pra entregar
ou no que tinha pra arruamar
(são sempre as mesmas rimas de sempre)
(me enrolo na minha própria serpende)
meu, oh meu bem
não fiz banda e nem carreira
sou refém de mim
e de uma suposta vida sou afim
que tal então tomar quentão
e procurar quebrar/uma nova rima achar
porque (e você a essa altura já deve saber)
tá foda
só no almoço tomar uma soda pra relaxar
com essa história de desse-por-satisfeto-com-o-rocambole-de-queijo
no máximo posso não me lebrar de estupefar
mas poxa, quero a tal falada
moragada a beira da brasa
(?)
enfim
pra que gastar a vida cortando papel
ou correndo atrés da aluguel
pra pagar em dia
nossos velhos cliches em heresia
se reciclando e nos convencendo
(pensando enquanto correndo
sob o sol ou chuva que fazia - tanto faz o dia)
do que é preciso
mas o que eu preciso?
não sei ao certo porque não tive tempo de pensar
usei meu tempo pra pensar
no trabalho que tinha pra entregar
ou no que tinha pra arruamar
(são sempre as mesmas rimas de sempre)
(me enrolo na minha própria serpende)
meu, oh meu bem
não fiz banda e nem carreira
sou refém de mim
e de uma suposta vida sou afim
que tal então tomar quentão
e procurar quebrar/uma nova rima achar
porque (e você a essa altura já deve saber)
tá foda
só no almoço tomar uma soda pra relaxar
com essa história de desse-por-satisfeto-com-o-rocambole-de-queijo
no máximo posso não me lebrar de estupefar
mas poxa, quero a tal falada
moragada a beira da brasa
(?)
enfim
Marcadores:
cotidiano,
desejos,
existência,
verso,
vida besta
11 de agosto de 2009
quando me encontrar
pergunte onde foi parar
cabeça avuada
comigo carregava
peso no peito
dor não sei de quê
pra quê
se preocupar
em contar os passos
se os pássaros cantar
é mais legal de olhar
ou
pra quê
contar os pássaros
se cantar aos passos
é mais legal: não me conte
fui passear
sei lá onde fui parar
me avise
se me avistar
andei descalço
pisei em falso
pergunte onde foi parar
cabeça avuada
comigo carregava
peso no peito
dor não sei de quê
pra quê
se preocupar
em contar os passos
se os pássaros cantar
é mais legal de olhar
ou
pra quê
contar os pássaros
se cantar aos passos
é mais legal: não me conte
fui passear
sei lá onde fui parar
me avise
se me avistar
andei descalço
pisei em falso
Marcadores:
cotidiano,
existência,
verso
deve tá chegando
qualquer hora aí
já já taí
pera mais um pouco
ja tô ficando louco
mas já tá na hora
podia ser agora
onde é que tá?
onde foi pará?
quando vai chegá?
já deve tá aí
vai mais depressa
ou nem venha mais
deixa disso meu rapaz
pra que toda essa pressa
qualquer hora aí
já já taí
pera mais um pouco
ja tô ficando louco
mas já tá na hora
podia ser agora
onde é que tá?
onde foi pará?
quando vai chegá?
já deve tá aí
vai mais depressa
ou nem venha mais
deixa disso meu rapaz
pra que toda essa pressa
Marcadores:
existência,
verso
28 de julho de 2009
de noite me deitei mais cedo e
levei pra cama comigo
meu caderno e mais dois livros
joguei fora a água parada e
deitei com outro cobertor
de baixo da luz apagada
fiquei aceso com o abajur e
com uma madruga (começando) molhada
pensando em me mudar
tempo que não muda: já estou ficando nublado
tendo que guardar chuva, já que a descarga da latrina tá quebrada
(sempre achei da latrina e quis dar descarga nas coisas de ordem prática)
e agora? prestes a talvez mudar de vista de janela de piso de sofá de pia geladeira azulejo estampado e uma porção de coisas que nunca precisei
mas que começam a fazer falta
que impasse: me apego fácil
gosto de ficar
sentado e
me acostumar
essas coisas nem são minhas;
então vou talvez guardar as coisas na mala (as minhas)
ir usando meus dias pra me desapegar
matar saudades do que ainda não me distanciei
fiquei na penumbra e esqueci
que posso me deixar em qualquer lugar
já que moro dentro de mim
levei pra cama comigo
meu caderno e mais dois livros
joguei fora a água parada e
deitei com outro cobertor
de baixo da luz apagada
fiquei aceso com o abajur e
com uma madruga (começando) molhada
pensando em me mudar
tempo que não muda: já estou ficando nublado
tendo que guardar chuva, já que a descarga da latrina tá quebrada
(sempre achei da latrina e quis dar descarga nas coisas de ordem prática)
e agora? prestes a talvez mudar de vista de janela de piso de sofá de pia geladeira azulejo estampado e uma porção de coisas que nunca precisei
mas que começam a fazer falta
que impasse: me apego fácil
gosto de ficar
sentado e
me acostumar
essas coisas nem são minhas;
então vou talvez guardar as coisas na mala (as minhas)
ir usando meus dias pra me desapegar
matar saudades do que ainda não me distanciei
fiquei na penumbra e esqueci
que posso me deixar em qualquer lugar
já que moro dentro de mim
Marcadores:
cotidiano,
existência,
verso
15 de julho de 2009
3 de maio de 2009
venha, vamos viver
você que inveja a velocidade
e tem vontade
de ver de verdade
tente terminar a trama
entrando na transa
sem traumatizar a terra
ou trair o estrume
faça sentido sempre
mesmo sem parecer
o som se apossa desses versos
mesmo sem eu querer
vejam vocës quanta coerencia
você que inveja a velocidade
e tem vontade
de ver de verdade
tente terminar a trama
entrando na transa
sem traumatizar a terra
ou trair o estrume
faça sentido sempre
mesmo sem parecer
o som se apossa desses versos
mesmo sem eu querer
vejam vocës quanta coerencia
Marcadores:
existência,
verso
23 de abril de 2009
21 de março de 2009
28 de janeiro de 2009
num minuto distraído
traído pela minha atenção
esqueço do mundo
me perco
num segundo nu
múltiplo segundo
múltiplo sê mundo
quem quer saber do ar
quem quer saber tragar
quem quer saber dos outros
quem quer saber do pouco que tem fora daqui
quem quer saber do espaço
que existe entre as coisas
ou vazio
dentro das coisas
quem quer saber do tempo
quem quer saber do lamento
quero só saber
de não saber de nada
nem escudo nem espada
nem estudo nem escala
nem tudo nem nada
quero esquecer do segundo
me perder num mundo
que o tempo seja mudo
traído pela minha atenção
esqueço do mundo
me perco
num segundo nu
múltiplo segundo
múltiplo sê mundo
quem quer saber do ar
quem quer saber tragar
quem quer saber dos outros
quem quer saber do pouco que tem fora daqui
quem quer saber do espaço
que existe entre as coisas
ou vazio
dentro das coisas
quem quer saber do tempo
quem quer saber do lamento
quero só saber
de não saber de nada
nem escudo nem espada
nem estudo nem escala
nem tudo nem nada
quero esquecer do segundo
me perder num mundo
que o tempo seja mudo
Marcadores:
existência,
sensação,
verso
20 de janeiro de 2009
objeto
poe-
sia
é
que
nem
pensamento
sem
o
que
pen-
sar
pensamento
não
há.
Poe-
sia
só
tem se há
al-
go
que
dê
pra
se poetar.
sia
é
que
nem
pensamento
sem
o
que
pen-
sar
pensamento
não
há.
Poe-
sia
só
tem se há
al-
go
que
dê
pra
se poetar.
Marcadores:
sobre poesia,
verso
Assinar:
Postagens (Atom)