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27 de abril de 2011

riscar, rasgar, pensar

riscar, rasgar, pensar
o quê senão amar
se não amar
simplesmente

riscar, rasgar, pensar

muito bom

se chove ou chora
canta ou tenta
lembra ou não,
eu vejo
como é bom
(muito bom)
ter com quem,
ter alguém

14 de março de 2008

O que quer que haja

brilhou no céu a madrugada
e ela não está mais acordada
não esqueci daquele vento soprado
por mais que permaneça calado
silêncio que borbulha as cabeças
a flor, das cores não te esqueças
há de desabrochar se os olhos fechar
disparadas flechas a flertar
não sou lógico, sou empírico
sou abstrato e assim me trato
instintivo e não tão explícito
deixar permear espessa camada
fazer receber poesia declamada
as palavras estão aqui
e o sentido está aí
se vazio isso está soando
quem sabe dos versos já fala
vazio não se completa falando
e nem cabe dentro daquilo que cala
lembras da chuva singela?
que cai no chão ou na janela
aquelas poças já são vapor
agora a flor exala seu odor
suave perfumado explendor
transpiro algo mais quente - eminente
também sente o sangue corrente?