posso ver poesia ao olhar pro mundo
tanto quanto posso propor um mundo
e sugerir o olhar...
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3 de agosto de 2011
20 de janeiro de 2009
objeto
poe-
sia
é
que
nem
pensamento
sem
o
que
pen-
sar
pensamento
não
há.
Poe-
sia
só
tem se há
al-
go
que
dê
pra
se poetar.
sia
é
que
nem
pensamento
sem
o
que
pen-
sar
pensamento
não
há.
Poe-
sia
só
tem se há
al-
go
que
dê
pra
se poetar.
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19 de janeiro de 2009
verso de hoje
Parnasiano-Simbolista-Moderno
o verso hoje não é nada
pensa que tem verbo eterno
e não tem vergonha de não durar
nem até o fim do poema
tem um ou outro com meta (linguagem)
não é lá muito elegante
informal, jamais usaria um terno
vez ou outra se veste pós-moderno
(ouve todo tipo de música
se envolve com todo tipo de mulher
se apaixona
revoluciona
se enche de signos
e o significado esconde)
com uma bimbadinha sai cheio de rima
despojado - ou vagabundo - não se mede
mas sempre que o poeta pede tá lá
dançando como ele só
espontâneo e sem dó
(gente boa esse verso de hoje...)
o verso hoje não é nada
pensa que tem verbo eterno
e não tem vergonha de não durar
nem até o fim do poema
tem um ou outro com meta (linguagem)
não é lá muito elegante
informal, jamais usaria um terno
vez ou outra se veste pós-moderno
(ouve todo tipo de música
se envolve com todo tipo de mulher
se apaixona
revoluciona
se enche de signos
e o significado esconde)
com uma bimbadinha sai cheio de rima
despojado - ou vagabundo - não se mede
mas sempre que o poeta pede tá lá
dançando como ele só
espontâneo e sem dó
(gente boa esse verso de hoje...)
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17 de janeiro de 2009
Passo e fico: pacífico
é tão simples...
São como um poema (as coisas)
que fala de alguma coisa
que é como é (as coisas são o que são, apenas)
E como a coisa (é o que é)
o poema é o poema que é
As coisas são substantivos
Seus adjetivos nós que as damos
Coisas, Palavras
Palavras são palavras
Coisas são coisas
Que arbitrariamente
associamos aos pares
Palavra-coisa e
confundimos
Vamos guardar os pequenos momentos do mundo
pequenos momentos de nossa existência
em pequenos poemas para o mundo
para o nosso mundo
para a existência
nossa existência
existência de nossa
existência
Passo e fico: pacífico
*Pensamentos que tive enquanto lia o guardador de rebanhos do fernando pessoa/alerto caeiro que só mais tarde vou digerir
São como um poema (as coisas)
que fala de alguma coisa
que é como é (as coisas são o que são, apenas)
E como a coisa (é o que é)
o poema é o poema que é
As coisas são substantivos
Seus adjetivos nós que as damos
Coisas, Palavras
Palavras são palavras
Coisas são coisas
Que arbitrariamente
associamos aos pares
Palavra-coisa e
confundimos
Vamos guardar os pequenos momentos do mundo
pequenos momentos de nossa existência
em pequenos poemas para o mundo
para o nosso mundo
para a existência
nossa existência
existência de nossa
existência
Passo e fico: pacífico
*Pensamentos que tive enquanto lia o guardador de rebanhos do fernando pessoa/alerto caeiro que só mais tarde vou digerir
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13 de janeiro de 2009
verso livre
no verso livre cabem todas as coisas do mundo
de todas as verdade até seu instinto vagabundo
só não pode se prender
porque o verso é livre
e lá que escondo meu mundo
de todas as verdade até seu instinto vagabundo
só não pode se prender
porque o verso é livre
e lá que escondo meu mundo
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escrevo
escrevo em qualquer papel
se não tiver papel
escrevo nas paredes
ou no teto, ou até deitado
no chão
mas ah,
que coisa sem razão!
melhor mesmo é escrever com olhar
se não tiver papel
escrevo nas paredes
ou no teto, ou até deitado
no chão
mas ah,
que coisa sem razão!
melhor mesmo é escrever com olhar
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30 de novembro de 2008
retoque
leve como vento
me leva como ar
de olhar atento
tudo breve
enfim que troque
esse rock
som afim
assim que toque
que diferença traz
todas nossas palavras
se poesia que o silencio faz
que me deixa em paz
me leva como ar
de olhar atento
tudo breve
enfim que troque
esse rock
som afim
assim que toque
que diferença traz
todas nossas palavras
se poesia que o silencio faz
que me deixa em paz
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23 de dezembro de 2007
Ao trasmutável
Eram pilhas de versos sinceros
Verdades elaboradas, valores definitivos
Veio a chuva, trouxe o sono
E o que era concreto nos olhos serrados
Encorajante na mente embriagada
Transmutou-se em algo insólido
E trasportou-se para estratosfera
Verdades elaboradas, valores definitivos
Veio a chuva, trouxe o sono
E o que era concreto nos olhos serrados
Encorajante na mente embriagada
Transmutou-se em algo insólido
E trasportou-se para estratosfera
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