brilhou no céu a madrugada
e ela não está mais acordada
não esqueci daquele vento soprado
por mais que permaneça calado
silêncio que borbulha as cabeças
a flor, das cores não te esqueças
há de desabrochar se os olhos fechar
disparadas flechas a flertar
não sou lógico, sou empírico
sou abstrato e assim me trato
instintivo e não tão explícito
deixar permear espessa camada
fazer receber poesia declamada
as palavras estão aqui
e o sentido está aí
se vazio isso está soando
quem sabe dos versos já fala
vazio não se completa falando
e nem cabe dentro daquilo que cala
lembras da chuva singela?
que cai no chão ou na janela
aquelas poças já são vapor
agora a flor exala seu odor
suave perfumado explendor
transpiro algo mais quente - eminente
também sente o sangue corrente?
14 de março de 2008
24 de fevereiro de 2008
Sonhos traslúcidos em noites rarefeitas
sonhos traslúcidos
pensamentos correndo em fluxo
num lugar a que nunca pertenci
recitavam versos que nunca compreendi
uma luz fosca ao seu rosto
ofuscando tudo que nos é imposto
iluminava seu sorriso mais terno
me levando novamente ao inferno?
calorosamente soando à paraíso
logicamente, tudo sem sentido
noites rarefeitas
pesadelos infamens com vontades insatisfeitas
centenas de vaga-lumes dançando feito constelações
centelhas algures incitando receios nos corações
ilusões mascaradas cochicham em segredo
alusões multifacetadas excitam em agrego
por detras do fundo negro a lua reacende
em espetáculo astronômico surpreende
fazendo desabroxar a mais bela flor noturna
e tudo se esquece enquanto a estação ela perfuma
pensamentos correndo em fluxo
num lugar a que nunca pertenci
recitavam versos que nunca compreendi
uma luz fosca ao seu rosto
ofuscando tudo que nos é imposto
iluminava seu sorriso mais terno
me levando novamente ao inferno?
calorosamente soando à paraíso
logicamente, tudo sem sentido
noites rarefeitas
pesadelos infamens com vontades insatisfeitas
centenas de vaga-lumes dançando feito constelações
centelhas algures incitando receios nos corações
ilusões mascaradas cochicham em segredo
alusões multifacetadas excitam em agrego
por detras do fundo negro a lua reacende
em espetáculo astronômico surpreende
fazendo desabroxar a mais bela flor noturna
e tudo se esquece enquanto a estação ela perfuma
17 de fevereiro de 2008
Que seja
o vento trouxe novos perfumes às antigas flores
e o solstício deu aos velhos olhos novas cores
já não somos o que costumávamos ser
e tornou-se incrível o que costumavamos crer
as harmonias calculadas não são tão desejadas
como as dissonancias espontâneas ou improvisadas
nossos passados se reciclam e nos confundem
mas nossas vidas são presentes e nos unem
magnífico fogo à estúpida mariposa
movimento fugaz da esperta raposa
tão sublime que é o pólem ao beija-flor
e nada me intriga mais que o seu calor
alheio ao que se deseja
desejo que seja
e o solstício deu aos velhos olhos novas cores
já não somos o que costumávamos ser
e tornou-se incrível o que costumavamos crer
as harmonias calculadas não são tão desejadas
como as dissonancias espontâneas ou improvisadas
nossos passados se reciclam e nos confundem
mas nossas vidas são presentes e nos unem
magnífico fogo à estúpida mariposa
movimento fugaz da esperta raposa
tão sublime que é o pólem ao beija-flor
e nada me intriga mais que o seu calor
alheio ao que se deseja
desejo que seja
5 de fevereiro de 2008
Mais sobre a chuva
timbres gritantes elétricos anciosos
fazem dançar os vagalumes ociosos
que distraem em minutos preciosos
enquanto a chuva molha a madrugada
cheiro suave deixa mente enxarcada
paredes sábias não respondem nada
ouvem atentas palavras correntes
do ínfimo dos seres descrentes
que criam sem prazer só pra satisfazer
que são sem função sem opção
e reclamam se amam sem querer
cospem no reflexo perplexo
sua própria imagem desintegra
ao passo que à ruína se entrega
e desfaz-se dos fragmentos que carrega
passa o tempo a observar o relógio
tempo se passa sem enxergar o lógico
tempo que se passa a venerar o exótico
tempo que se passa a adular o falso
até que se obtenha um legítimo calço
que sustente em pé toda a falta de fé
desnorteado, embriagado, afugentado
coitado, complicado e enxarcado
no ápice da vertigem cai sob a chuva
esquecendo que isso também é pecado
fazem dançar os vagalumes ociosos
que distraem em minutos preciosos
enquanto a chuva molha a madrugada
cheiro suave deixa mente enxarcada
paredes sábias não respondem nada
ouvem atentas palavras correntes
do ínfimo dos seres descrentes
que criam sem prazer só pra satisfazer
que são sem função sem opção
e reclamam se amam sem querer
cospem no reflexo perplexo
sua própria imagem desintegra
ao passo que à ruína se entrega
e desfaz-se dos fragmentos que carrega
passa o tempo a observar o relógio
tempo se passa sem enxergar o lógico
tempo que se passa a venerar o exótico
tempo que se passa a adular o falso
até que se obtenha um legítimo calço
que sustente em pé toda a falta de fé
desnorteado, embriagado, afugentado
coitado, complicado e enxarcado
no ápice da vertigem cai sob a chuva
esquecendo que isso também é pecado
Marcadores:
existência,
sensação,
verso
31 de janeiro de 2008
Pasmáveis Pastagens
Molho a pena em minha alma diluída em sangue
Rabisco linhas extravagantes sinuosamente
Minha calma destruída pela falha diante da cena
Insisto em tintas vulgares furtivamente
Surge aos poucos o rascunho do ridículo que assisto
Urge aos loucos seu entulho insípido que registro
Faz-se mártir de pirâmide monumental de dejetos
Fácil morte aos estúpidos, boçal sem escrúpulos
A moldura da mais surreal e cômica asneira
Que faz-se trágica por passividade costumeira
*pra não acumular bolor
Rabisco linhas extravagantes sinuosamente
Minha calma destruída pela falha diante da cena
Insisto em tintas vulgares furtivamente
Surge aos poucos o rascunho do ridículo que assisto
Urge aos loucos seu entulho insípido que registro
Faz-se mártir de pirâmide monumental de dejetos
Fácil morte aos estúpidos, boçal sem escrúpulos
A moldura da mais surreal e cômica asneira
Que faz-se trágica por passividade costumeira
*pra não acumular bolor
Assinar:
Postagens (Atom)