Noite desdobrando, entre quatro paredes brancas
eu apenas comigo nestes segundos
pensando nos versos que pensei na rua e não anotei
quem sabe já pousaram no ombro de outro
três tipos de sorriso e um só é o que me interessa
o que sorrio agora pras paredes,
um sorriso que dou pra mim mesmo
sem saber se sei o motivo
sem definir se estou do tamanho da paz
mas a paz está do seu próprio tamanho
tanto ela como eu vivendo nossos longos segundos iluminados
12 de setembro de 2007
4 de setembro de 2007
Indiferença, raiva, morbidez, efemeridade, fragmentos
Morbidez
Moscas voando sobre o lixo, fumaça pairando sobre o ar - frio e sem vida. No ambiente a bagunça, as coisas que vão ficando pelo caminho e as que se entulham na mesa. Indiferente, o relógio fica anunciando que não vão sobrar muitas horas para o sono. Poderia-se aproveitar para sonhar antes, naquele qualquer mesmo, mas uma falta de vida já repousava. Chovia frio e carecia-se de calores.
Lembranças das últimas semanas cheias de sorrisos e afetos flutuavam em qualquer lugar próximas à mente involta por aquela estranhesa que crescia desde uns dois ou três dias antes de chegar. Idéias reviradas, questionamentos - e a falta deles e de algumas manifestações - tudo esparramado pelo chão. Das paredes escorriam lágrimas viscosas de incompreensão que se misturavam com migalhas e poeira de emoções momentâneas solidificadas do que foi passado, recente ou nem tanto.
Aspirava, expirava, esperava. Transpirava. A alma redigeria-se e continuava.
Raiva
Essa coisa que está em mim agora, que se manifesta, acredito, em qualquer humano cresce como um cancer. Repugnante, inibe-me. Controla: uma vez que estou raivoso, a teia dos pensamentos-lembraças se incendeia, transformando-se em lenha. Foi a situação de poucos minutos ou a pessoa qualquer que seja, conhecida ou não, amada ou odiada ou indiferente que - oh, infeliz - infeliz e involuntariamente cuspiu uma nuvem negra direto dentro de minha cabeça. Fúria: dane-se um, pro inferno com outro.
Deixe-me sozinho. Música não quero, ler agora também não, nem dormir consigo e propaganda política origatória me irrita mais. Até a droga da caneta está me falhando.
Mente - como a prezo!, precisa mesmo ter esse caos em sua natureza? Ou foi mesmo erro meu não evitar. Só esqueça...
Indiferença
Tua personalidade fútil, hnf, acha que tua luxúria te alimenta
Continua vivo sim, na verdade esteja talvez apenas a existir por estes teus míseros cantos
Tua infame opção, filosofia, estilo ou qualquer coisa que chame
(Considero que ao menos esteja ciente dessa existência)
É repleto de vazios, porém
Perdição, assim como, é divertida e perigosa; vazia
Direito seu, direito meu, repudio e me embriago alguma vezes
Te converter? Te incentivar? Beijar sarcástico tua mente? Não
Indiferença
Moscas voando sobre o lixo, fumaça pairando sobre o ar - frio e sem vida. No ambiente a bagunça, as coisas que vão ficando pelo caminho e as que se entulham na mesa. Indiferente, o relógio fica anunciando que não vão sobrar muitas horas para o sono. Poderia-se aproveitar para sonhar antes, naquele qualquer mesmo, mas uma falta de vida já repousava. Chovia frio e carecia-se de calores.
Lembranças das últimas semanas cheias de sorrisos e afetos flutuavam em qualquer lugar próximas à mente involta por aquela estranhesa que crescia desde uns dois ou três dias antes de chegar. Idéias reviradas, questionamentos - e a falta deles e de algumas manifestações - tudo esparramado pelo chão. Das paredes escorriam lágrimas viscosas de incompreensão que se misturavam com migalhas e poeira de emoções momentâneas solidificadas do que foi passado, recente ou nem tanto.
Aspirava, expirava, esperava. Transpirava. A alma redigeria-se e continuava.
Raiva
Essa coisa que está em mim agora, que se manifesta, acredito, em qualquer humano cresce como um cancer. Repugnante, inibe-me. Controla: uma vez que estou raivoso, a teia dos pensamentos-lembraças se incendeia, transformando-se em lenha. Foi a situação de poucos minutos ou a pessoa qualquer que seja, conhecida ou não, amada ou odiada ou indiferente que - oh, infeliz - infeliz e involuntariamente cuspiu uma nuvem negra direto dentro de minha cabeça. Fúria: dane-se um, pro inferno com outro.
Deixe-me sozinho. Música não quero, ler agora também não, nem dormir consigo e propaganda política origatória me irrita mais. Até a droga da caneta está me falhando.
Mente - como a prezo!, precisa mesmo ter esse caos em sua natureza? Ou foi mesmo erro meu não evitar. Só esqueça...
Indiferença
Tua personalidade fútil, hnf, acha que tua luxúria te alimenta
Continua vivo sim, na verdade esteja talvez apenas a existir por estes teus míseros cantos
Tua infame opção, filosofia, estilo ou qualquer coisa que chame
(Considero que ao menos esteja ciente dessa existência)
É repleto de vazios, porém
Perdição, assim como, é divertida e perigosa; vazia
Direito seu, direito meu, repudio e me embriago alguma vezes
Te converter? Te incentivar? Beijar sarcástico tua mente? Não
Indiferença
Problemas
Às vezes acho tudo legal
:problema.
às vezes acho tudo muito ruim
:problema
às vezes não acho nada
:problema
às vezes acho que tudo é problema
:problema
:problema.
às vezes acho tudo muito ruim
:problema
às vezes não acho nada
:problema
às vezes acho que tudo é problema
:problema
25 de agosto de 2007
Acaso ou o que se quiser que seja
Quantas vezes me maravilho ao meditar sobre a grande rede de fatos e pessoas que envolve e conduz a vida. Sujeitos desconhecidos com quem se esbarra agora e amanhã voltam como grandes amigos ou qualquer outra roupagem aleatória. Amizades, verdadeiros amigos, surgiram inesperados de fatos quaisquer, casuais, assim como uma viagem escolar ou um recado, pois é, na internet. Tantas existências, cada uma tão complexa como a seguinte enganchadas em círculos e círculos sem mesmo se dar conta ou conhecer os que rodeiam. Um caos organizado que conduz tudo e os seus tudos para uma direção qualquer. Pelo que me contaram e percebi, sempre foi assim em todo tipo de nível. Falo dessa grande criação-mundo-planeta-natureza-biologia-biofesfera-vida-no-mundo-e-tudo-o-mais-que-o-segue. Genial. Brilhante, digo eu, muito bem feito.
Teias do Acaso. Um bonito nome, uma bela crença, mas se assim for, considero eu o Acaso o grande-poderoso-genial deus do tudo. Pode-se chamar o grande Acaso, oh poderoso, de Destino, ou ainda mesmo de qualquer um desses deuses que falam.
Hnf. Que diferença faz. Toda! A crença de cada um vai influir nas suas ações que vão conduzir toda a rede de ocorrencias que se segue. Hnf. Que diferença faz. De qualquer jeito a vida de qualquer um vai ser cruzada com fatos e gente e vai direcionar o rumo que tudo segue.
Predestinação? Livre arbítrio é a resposta. O poder sagrado de escolher entre os caminhos que o Acaso oferece e assim contribuir tanto para o próprio rumo como para o de tantos quantos forem.
De infinitas e infinitas possibilidades - eu falo de lugares, linguas, letras, livros, lps, libertinagem, cores, cheiros, credos, cruzes, cabelos, calores, carros e tudo-o-mais novamente -, uma vida é uma das que poderia ser. A vida, A certa, A melhor. A que tinha que ser sabe-se lá o porquê. Acredito eu.
Graças e Louvores Sejam Dados a Todo Momento ao Santíssimo e Digníssimo Acaso ou O Que Quiser Que Seja.
20 de agosto de 2007
Cara
_Cara, acabou, e agora?
_Compra mais.
...ou pega, consegue, arranja, descola, ou o verbo que se encaixa com a coisa que você imaginou.
_Compra mais.
...ou pega, consegue, arranja, descola, ou o verbo que se encaixa com a coisa que você imaginou.
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