25 de agosto de 2007

Acaso ou o que se quiser que seja

Quantas vezes me maravilho ao meditar sobre a grande rede de fatos e pessoas que envolve e conduz a vida. Sujeitos desconhecidos com quem se esbarra agora e amanhã voltam como grandes amigos ou qualquer outra roupagem aleatória. Amizades, verdadeiros amigos, surgiram inesperados de fatos quaisquer, casuais, assim como uma viagem escolar ou um recado, pois é, na internet.
Tantas existências, cada uma tão complexa como a seguinte enganchadas em círculos e círculos sem mesmo se dar conta ou conhecer os que rodeiam. Um caos organizado que conduz tudo e os seus tudos para uma direção qualquer. Pelo que me contaram e percebi, sempre foi assim em todo tipo de nível. Falo dessa grande criação-mundo-planeta-natureza-biologia-biofesfera-vida-no-mundo-e-tudo-o-mais-que-o-segue. Genial. Brilhante, digo eu, muito bem feito.
Teias do Acaso. Um bonito nome, uma bela crença, mas se assim for, considero eu o Acaso o grande-poderoso-genial deus do tudo. Pode-se chamar o grande Acaso, oh poderoso, de Destino, ou ainda mesmo de qualquer um desses deuses que falam.
Hnf. Que diferença faz. Toda! A crença de cada um vai influir nas suas ações que vão conduzir toda a rede de ocorrencias que se segue. Hnf. Que diferença faz. De qualquer jeito a vida de qualquer um vai ser cruzada com fatos e gente e vai direcionar o rumo que tudo segue.
Predestinação? Livre arbítrio é a resposta. O poder sagrado de escolher entre os caminhos que o Acaso oferece e assim contribuir tanto para o próprio rumo como para o de tantos quantos forem.
De infinitas e infinitas possibilidades - eu falo de lugares, linguas, letras, livros, lps, libertinagem, cores, cheiros, credos, cruzes, cabelos, calores, carros e tudo-o-mais novamente -, uma vida é uma das que poderia ser. A vida, A certa, A melhor. A que tinha que ser sabe-se lá o porquê. Acredito eu.
Graças e Louvores Sejam Dados a Todo Momento ao Santíssimo e Digníssimo Acaso ou O Que Quiser Que Seja.

20 de agosto de 2007

Cara

_Cara, acabou, e agora?
_Compra mais.





...ou pega, consegue, arranja, descola, ou o verbo que se encaixa com a coisa que você imaginou.

19 de agosto de 2007

Ambiguidade e duvidosa

Hipocrisia luxuriada
Normal e despercebida
Te odeio e te adoro
Te dou um tapa e você cospe na minha cara

Por que tem que existir?
Sem você seria mais fácil
Quem sabe mais agradável
Ou então sem graça
Quem sabe desumano

Mas uma coisa eu te digo
Ainda me livro de você
Ou pelo menos te deixo só pra noites de tédio

27 de julho de 2007

Egocentria

Sujo mal feito cara amiga alisada na estrada!

Que?

O vento frio entra, eu acho que pela fresta da porta, pra me gelar os dedos e os pés. O cachecól me esquenta as bochechas. Por um monte de fios me chega aos ouvidos George Harrison, sítara e backwards.

...e sem idéia de como ocupar o tempo o garoto escreve sua pseudo poesia...

ou

...e sem saber como se expressar o garoto esbarra em versos toscos...

ou

...e sem saber o que tem pra expressar o garoto expressa qualquer coisa que sente...


Sobre a cabeça a madruga (dentro dela não sei), sobre meus pés o assoalho aqui de casa, aponta contra o monitor meu nariz. Na internet posso optar por ver tanto senso comum como senso comum do anti senso comum. Putz, em qual eu tinha que me encaixar?

..sem a mínima do noção de porque ainda não foi pra cama, o pseudo poeta coloca uma questão aleatória...


ou

...o poeta amador pensa em algo relevante ao seu meio, e tenta expor a questão aos que se proporem a lê-lo...

ou

...pega no ar o que lembra, adapta, em seguida joga aos leitores a questão sobre a qual meditou mais cedo...


ou não

Fazer poesia pra preencher o tempo? ou fazer Poesia pra encher o VAZIO VAZIU VAZIL? Pelo menos fazer? Ou menos? Ou não.