22 de abril de 2010

porra, as moscas
da minha louça
suja, sujas, sujo
encomodam, toscas
desapareceram, finjo
nada...ainda estão, todas
voando, loucas
pela sujeira da minha louça
caracol
lesmando a calçada
se manda, sem nada
que eu veja além
de torrar no sol
sem lamento
câmera lenta
no aconchego da concha
concha? casca, espiral
muito bonita por sinal
encosta a casa nas costas
e veja só: não precisa de aspirador de pó

às vezes eu me identifico com um caracol

3 de fevereiro de 2010

Joe e as baratas

Joe e as baratas foram almoçar
no chão da sala de estar

Quanta merda retirada das ruas e calçadas
"Delas tendem a nascer coisas belas", disse então Rodnei Baratão

Cine trash Pop B a tarde na tevê...

Joe correndo contra o tempo atrás do jardim que se perdeu no beco
Tudo desabou

E as baratas mutualisticamente cooperando em stop motion reegueram o jardim de Lili
Joe e Lili agora podem amar e as baratas tem seu lar-doce-lar.

2 de fevereiro de 2010

rocambole de feijão

seus argumentos estão
saturados de gordura trans
transmitindo momentos
de aflição

minha mãe que assistiu
o piá que se entupiu
de batata frita se fritou

sem feijão não tem
bucho que aguente
nem bicho que se sustente

seu sotaque crocante
palavriado doce
(antes fosse)
não diz nada de importante
hidrogenada nada nada não
estragou-me a refeição

temperamento agressivo
eloquente discursivo
afobamento agudo
fala sem fim come só meio
e eu ficando barrigudo
e de saco cheio

28 de dezembro de 2009

recortes - xerox e posia


O projeto inicialmente intitulado "poesia de nossas dias", sobre o qual estive um tempo procurando interessados em contribuir com poemas está agora finalizado.

Foram produzidos 50 volumes do livreto, chamado "Recortes - xerox e poesia", que serão vendidos à bagatela de 1 real para custear os xerox. Estes exemplares serão levados ao festival psicodália de ano novo.

Futuramente mais informações em recortesxeroxepoesia.blogspot.com