seus argumentos estão
saturados de gordura trans
transmitindo momentos
de aflição
minha mãe que assistiu
o piá que se entupiu
de batata frita se fritou
sem feijão não tem
bucho que aguente
nem bicho que se sustente
seu sotaque crocante
palavriado doce
(antes fosse)
não diz nada de importante
hidrogenada nada nada não
estragou-me a refeição
temperamento agressivo
eloquente discursivo
afobamento agudo
fala sem fim come só meio
e eu ficando barrigudo
e de saco cheio
2 de fevereiro de 2010
28 de dezembro de 2009
recortes - xerox e posia

O projeto inicialmente intitulado "poesia de nossas dias", sobre o qual estive um tempo procurando interessados em contribuir com poemas está agora finalizado.
Foram produzidos 50 volumes do livreto, chamado "Recortes - xerox e poesia", que serão vendidos à bagatela de 1 real para custear os xerox. Estes exemplares serão levados ao festival psicodália de ano novo.
Futuramente mais informações em recortesxeroxepoesia.blogspot.com
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nota
10 de outubro de 2009
alguém pode me dizer
pra que gastar a vida cortando papel
ou correndo atrés da aluguel
pra pagar em dia
nossos velhos cliches em heresia
se reciclando e nos convencendo
(pensando enquanto correndo
sob o sol ou chuva que fazia - tanto faz o dia)
do que é preciso
mas o que eu preciso?
não sei ao certo porque não tive tempo de pensar
usei meu tempo pra pensar
no trabalho que tinha pra entregar
ou no que tinha pra arruamar
(são sempre as mesmas rimas de sempre)
(me enrolo na minha própria serpende)
meu, oh meu bem
não fiz banda e nem carreira
sou refém de mim
e de uma suposta vida sou afim
que tal então tomar quentão
e procurar quebrar/uma nova rima achar
porque (e você a essa altura já deve saber)
tá foda
só no almoço tomar uma soda pra relaxar
com essa história de desse-por-satisfeto-com-o-rocambole-de-queijo
no máximo posso não me lebrar de estupefar
mas poxa, quero a tal falada
moragada a beira da brasa
(?)
enfim
pra que gastar a vida cortando papel
ou correndo atrés da aluguel
pra pagar em dia
nossos velhos cliches em heresia
se reciclando e nos convencendo
(pensando enquanto correndo
sob o sol ou chuva que fazia - tanto faz o dia)
do que é preciso
mas o que eu preciso?
não sei ao certo porque não tive tempo de pensar
usei meu tempo pra pensar
no trabalho que tinha pra entregar
ou no que tinha pra arruamar
(são sempre as mesmas rimas de sempre)
(me enrolo na minha própria serpende)
meu, oh meu bem
não fiz banda e nem carreira
sou refém de mim
e de uma suposta vida sou afim
que tal então tomar quentão
e procurar quebrar/uma nova rima achar
porque (e você a essa altura já deve saber)
tá foda
só no almoço tomar uma soda pra relaxar
com essa história de desse-por-satisfeto-com-o-rocambole-de-queijo
no máximo posso não me lebrar de estupefar
mas poxa, quero a tal falada
moragada a beira da brasa
(?)
enfim
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vida besta
11 de agosto de 2009
quando me encontrar
pergunte onde foi parar
cabeça avuada
comigo carregava
peso no peito
dor não sei de quê
pra quê
se preocupar
em contar os passos
se os pássaros cantar
é mais legal de olhar
ou
pra quê
contar os pássaros
se cantar aos passos
é mais legal: não me conte
fui passear
sei lá onde fui parar
me avise
se me avistar
andei descalço
pisei em falso
pergunte onde foi parar
cabeça avuada
comigo carregava
peso no peito
dor não sei de quê
pra quê
se preocupar
em contar os passos
se os pássaros cantar
é mais legal de olhar
ou
pra quê
contar os pássaros
se cantar aos passos
é mais legal: não me conte
fui passear
sei lá onde fui parar
me avise
se me avistar
andei descalço
pisei em falso
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deve tá chegando
qualquer hora aí
já já taí
pera mais um pouco
ja tô ficando louco
mas já tá na hora
podia ser agora
onde é que tá?
onde foi pará?
quando vai chegá?
já deve tá aí
vai mais depressa
ou nem venha mais
deixa disso meu rapaz
pra que toda essa pressa
qualquer hora aí
já já taí
pera mais um pouco
ja tô ficando louco
mas já tá na hora
podia ser agora
onde é que tá?
onde foi pará?
quando vai chegá?
já deve tá aí
vai mais depressa
ou nem venha mais
deixa disso meu rapaz
pra que toda essa pressa
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