14 de janeiro de 2009

A chuva não sabia se chovia
Ninguém sabia quem ia
O tempo corria

Fui esperar na estação central - sentei;
Logo ela chega - chegou;
O reencontro, sorriu, me encanto;
Penso em tanto, sozinho num canto
Ela fica tão bonita ao luar, mesmo assim
minhas palavras sem chegar;

Que é que se passa nesse olhar
Aquilo que pensei, onde foi parar
Ora, tanto faz
Se palavras não tem efeito
Nos entendemos de outro jeito

a respeito do tempo

disse que meu olhar parecia triste
(num lapso de razão
lembrei que o tempo escorre)
como insiste!
logo escorreria pelo vão de minha mão
tempo se esvai - você se vai,
e agora empaca: Vai!

mas sei que tempo corre
uma hora vai chegar
e logo me leva
devolta pra lá

13 de janeiro de 2009

verso livre

no verso livre cabem todas as coisas do mundo
de todas as verdade até seu instinto vagabundo
só não pode se prender
porque o verso é livre
e lá que escondo meu mundo

escrevo

escrevo em qualquer papel
se não tiver papel
escrevo nas paredes
ou no teto, ou até deitado
no chão

mas ah,
que coisa sem razão!
melhor mesmo é escrever com olhar

poema de última hora

na última vez que fui embora
não sabia como seria
- esse sentimento afastado
que deixa o tempo arrastado

e agora que voltei
também não sei o que vai ser

na verdade não sei de nada
nem quero saber
com tanta coisa nova acho melhor
deixar a hora me dizer